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Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes. Defendemos os recursos abertos e a biblioteca como centro de saber na escola.

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Ensinar e aprender online | estratégia digital

A complementaridade entre as modalidades síncrona e assíncrona

Julho 13, 2020

Os desafios da aprendizagem online tornaram-se relevantes no final do ano letivo transato e trouxeram com eles a necessidade de repensar o processo de ensino a distância.

Numas escolas, privilegiaram-se os momentos síncronos, noutras os assíncronos. A avaliação feita pelas escolas mostra que o ideal é tê-los como complementares. Um potencia o outro e os dois otimizam o processo de aprendizagem e os seus resultados.

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Foto de Ali Pazani no Pexels

 

Da experimentação de várias ferramentas, à tentativa de conhecer todos os recursos e de os utilizar com os estudantes, ficou certamente uma certeza: a escolha dos recursos e das ferramentas deve ser sempre pedagógica e a complementaridade de momentos síncronos e assíncronos é imprescindível, diriamos mesmo fundamental para o reforço e a promoção da autonomia dos estudantes.

A tentativa de reproduzir no digital o modelo presencial é, quase sempre, um desastre. Para além de  não colocar o aluno no centro da aprendizagem, não permite que o professor atualize a sua prática pedagógica. 

Neste artigo, o Biblio Tubers vai debruçar-se sobre os elementos a ter em conta em cada uma destas modalidades.

Comecemos pela definição que o Ministério da Educação (ME) dá, nas suas orientações para o próximo ano letivo:

Modalidade assíncrona, "aquela que é desenvolvida em tempo não real, em que os alunos trabalham autonomamente, acedendo a recursos educativos e formativos e a outros materiais curriculares disponibilizados numa plataforma de aprendizagem online, bem como a ferramentas de comunicação que lhes permitem estabelecer interação com os seus pares e docentes, em torno das temáticas em estudo."

Exemplos de atividades: fóruns de discussão, quizzes, vídeos, tutoriais, podcasts, votação, documentos digitais, ...

Modalidade síncrona, "aquela que é desenvolvida em tempo real e que permite aos alunos interagirem online com os seus docentes e com os seus pares para participarem nas atividades letivas, esclarecerem as suas dúvidas ou questões e apresentarem trabalhos."

Exemplos de atividades: sala de aula virtual (vídeoconferência), apresentação ao vivo, chat, mensagens instantâneas, webinar, ...

Algumas das atividades poderão ser dinamizadas em sessões assíncronas e/ou síncronas, consoante a forma como as utilizamos, pelo que é o objetivo pedagógico que deve ser tido em conta, quando selecionamos a modalidade, um recurso, ou uma ferramenta.

De facto, vários são os estudos (Sitzman et all, 2006) que mostram que o ensino híbrido tem resultados mais eficazes na aprendizagem dos estudantes, pois tiram partido do ritmo individual de cada um, associando-lhe as potencialidades da interação social que a modalidade síncrona permite.

Dadas as características das sessões síncronas, estas devem ser reservadas para momentos em que a interação com os alunos seja importante. Contudo, que não se descure a importância do feedback regular aos estudantes nas sessões assíncronas, uma vez que nas síncronas este ocorre em tempo real.

Uma nota final para as potencialidades da modalidade assíncrona que, para além da flexibilidade (tempo, local, diversidade de recursos, ...), favorece aprendizagens mais efetivas, pois os alunos têm mais tempo para processar a informação (aprender novos conteúdos, integrá-los e aplicá-los), para praticar e melhorar, com base no feedback que o professor irá dando.

Para isso, os docentes podem utilizar as seguintes atividades, no modelo assíncrono, assegurando uma aprendizagem efetiva  (adaptado de Dunlap e Stouppe, 2007):

  • Aprender/ Conhecer

Apresentação de diapositivos com voz, podcasts, vídeos, tutoriais, links para sites certificados, exercícios variados que permitam feedback.

  • Integrar

Animações, demonstrações, perguntas e respostas, discussões, mapas de conceitos, testes.

  • Aplicar

Excercícios que implicam a tomada de posição, estudos de caso, simulações, resolução de problemas, projetos, tarefas complexas.

 

Bibliografia:

Dunlap, J. C., Sobel, D. & Sands, D. I. (2007). Designing for deep and meaningful student-to-content interactions. TechTrends, 51(4), 20-31.

Shank, P. (2020). (The Right) Learning Modalities To Deliver Digital Learning: Part 1 - eLearning Industry. Retrieved 13 July 2020, from https://elearningindustry.com/asynchronous-and-synchronous-modalities-deliver-digital-learning.

Sitzmann, Traci & Kraiger, Kurt & Stewart, David & Wisher, Robert. (2006). The comparative effectiveness of Web-based and classroom instruction: A meta-analysis. Personnel Psychology. 59. 623 - 664. 10.1111/j.1744-6570.2006.00049.x.

 

 

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Orientações para o ano letivo 2020/2021 | O papel das tutorias e mentorias

A centralidade da Biblioteca Escolar

Julho 08, 2020

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Imagem de mohamed Hassan por Pixabay

 

As orientações emanadas do  Ministério da Educação, no passado dia 3 de julho, relativas à organização do ano letivo 2020/2021 apontam para a implementação de planos capazes de fazer face aos diversos cenários que possam vir a ocorrer, face à pandemia da doença Covid-19.

Estes cenários implicam a criação de documentos orientadores que devem ter em conta os seguintes regimes:

 

1. Presencial - Apesar de alunos e docentes estarem fisicamente no mesmo local, devem ser criadas atividades mobilizadoras do trabalho autónomo dos estudantes, preferencialmente com recurso às plataformas LMS já utilizadas em plena pandemia.

As práticas pedagógicas em regime presencial deverão contemplar a criação de grupos de trabalho, organizados de acordo com objetivos pedagógicos ou necessidades educativas dos alunos. Desta forma, o professor promove a autonomia dos estudantes, acompanhando os que mais necessitam.

O modelo de sala de aula invertida adequa-se a esta mudança de práticas e a biblioteca escolar poderá contribuir com recursos, atividades e conteúdos.

 

2. Misto - Este modelo combina atividades presenciais com sessões síncronas e trabalho autónomo.

As propostas deixadas no artigo "De que se fala quando se fala de Ensino Híbrido?" apontam caminhos para uma efetiva implementação do regime misto, que implica, por parte dos docentes, uma integração do digital em contexto educativo (a este propósito veja-se o artigo Ideias para um modelo híbrido de ensino).

 

3. Não presencial - O processo de ensino e aprendizagem ocorre em ambiente virtual, com separação física entre docentes e estudantes.

A experiência do ensino a distância no ano letivo 2019/ 2020 deve ser o ponto de partida para este regime, o que implica avaliar. Esta avaliação deve centrar-se no processo, para assim permitir uma mudança efetiva e tão necessária:

  • Que práticas foram implementadas e que mudanças provocaram?
  • Destas práticas quais se devem manter?
  • Como foi a a interação com os diferentes atores educativos? E qual o seu feedback?
  • A infraestrutura tecnológica foi suficiente?
  • As aprendizagens foram avaliadas? Como? Com que resultados?
  • ...

Para isso, cada escola deve criar planos de ação concretos, simples e exequíveis, onde se defina claramente o tempo, a comunicação e a tecnologia. [Consulte o artigo Ensino remoto OU Ensino online?]

 

A biblioteca escolar é incontornável nesta mudança de práticas, podendo contribuir através da formação de docentes e alunos, da criação e/ou disponibilização de conteúdos digitais de qualidade, bem como através da curadoria de conteúdos, adequada a cada conselho de turma/ disciplina.

As orientações do Ministério da Educação para o próximo ano letivo, no que diz respeito à promoção, acompanhamento, consolidação e recuperação das aprendizagens, dão grande ênfase a programas de  tutoria e mentoria.

"O modo de funcionamento das tutorias é definido pela escola, sendo o acompanhamento dos alunos realizado pelo professor tutor, em estreita ligação com o respetivo conselho de turma, em articulação com o programa de mentorias."

O programa de mentorias visa estimular o relacionamento interpessoal e a cooperação entre alunos. "Este programa identifica os alunos que, em cada escola, se disponibilizam para apoiar os seus pares acompanhando-os, designadamente, no desenvolvimento das aprendizagens, esclarecimento de dúvidas, na integração escolar, na preparação para os momentos de avaliação e em outras atividades conducentes à melhoria dos resultados escolares."

O Biblio Tubers irá disponibilizar um post sobre cada um destes programas em que a biblioteca escolar, em articulação com os conselhos de turma, desenha cada um deles, ficando co-responsável, juntamente com o diretor de turma, pela sua implementação, monitorização e avaliação:

Parte I - Orientações para o ano letivo 2020/ 2021 | Tutorias

Estes programas terão uma vertente presencial e online para melhor se adequarem a cada um dos três regimes previstos para o próximo ano letivo.

 

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Cenários de aprendizagem inovadores | Mudar práticas

Os Dispositivos Móveis na Promoção do Sucesso Escolar

Julho 04, 2020

A escola encontra-se numa encruzilhada e tem de encontrar novas formas de se reinventar.

Os últimos tempos permitiram experienciar novos percursos, quase sempre a distância, onde as ferramentas digitais ocuparam um lugar de relevo. Contudo, esta alteração nas práticas pedagógicas só será efetiva se houver uma mudança da cultura de escola, que permita inovar de forma endógena, isto é que seja adotada pelos professores, que deverão encarar a tecnologia como um recurso e não como um fim em si.

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Photo by Vladimir Fedotov on Unsplash

 

As duas propostas que aqui deixamos, criadas por grupos de professores em contexto formativo, não são receitas, pelo contrário, apontam caminhos possíveis, para que cada professor escolha o seu, adequando-o às necessidades dos seus alunos, ao seu perfil de docente e aos objetivos de aprendizagem que pretende alcançar.

Através desta partilha de boas práticas, o Biblio Tubers espera contribuir para a criação de uma rede de aprendizagem que permitirá aos docentes autoformarem-se e manterem-se permanentemente atualizados.

Ficam para consulta os dois cenários de aprendizagem criados (Cenário1 | Cenário 2) e convidamo-lo(a) a visualizar as apresentações dos grupos, constituídos por Ana Bispo, Genoveva Belona, Fernanda Calha, Paula Pio (grupo I), e Dina Faustino, Eunice Serra, Raquel Gouveia e Sílvia Serrano (grupo II), no âmbito da ação de formação "Os Dispositivos Móveis na Promoção do Sucesso Escolar", dinamizado no Centro de Formação Prof´Sor.

Grupo 1:

 

Grupo 2:

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e-Portefólios | Parte III - Monitorização e feedback: avaliar para aprender

Guia para a implementação de e-Portefólios

Julho 02, 2020

Consulte ainda a Introdução a este Guia para implementação de e-Portefólios, a Parte I - Características e funcionalidades e a Parte II - O blogue como plataforma de suporte

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Photo by Adrian Swancar on Unsplash

 

O portefólio é um instrumento de avaliação muito poderoso, não só porque facilita a avaliação do produto das aprendizagens dos alunos, mas sobretudo porque é o retrato fiel de todo o processo.

Esta característica distingue-o de quase todos os outros instrumentos de avaliação e é uma das mais valias, pois, para além de favorecer a autonomia, o pensamento reflexivo e a capacidade metacognitiva, facilita o trabalho dos professores, quer no acompanhamento do aluno - com identificação de dificuldades ou/ e potencialidades - quer na sua avaliação, formativa e sumativa.

Desta forma, temos o retrato de todo o trabalho realizado pelo aluno - o seu empenho, o seu progresso, as suas conquistas em todas as áreas do currículo, para além de permitir identificar as diferentes áreas de competência do Perfil do Aluno à saída da escolaridade obrigatória.

Os estudantes, nos seus portefólios, devem ser levados a colocar evidências da sua identidade académica e até pessoal, como por exemplo:

  • planificação do trabalho a realizar e a definição de metas;
  • aprendizagens realizadas;
  • dificuldades encontradas e estratégias para as superar;
  • reflexões;
  • feedback dado por professores e colegas;
  • colaboração com outros colegas;
  • projetos escolares (individuais e de grupo) e pessoais;
  • apresentações realizadas.

 

Vários são os autores que identificam como grandes vantagens do portefólio a motivação, a responsabilidade e a dedicação dos alunos. Para além disso, um portefólio:

  • reflete a aprendizagem de cada aluno;
  • integra o conhecimento dos alunos;
  • promove aprendizagens mais efetivas, pois implica reflexão, autoconhecimento e metacognição;
  • identifica escolhas e objetivos do aluno, a nível académico;
  • é o retrato das competências desenvolvidas e das realizações.

 

O esquema seguinte, elaborado a partir do modelo de aprendizagem experiencial de Kolb, evidencia de forma clara a importância do feedback e da partilha para que se construam aprendizagens significativas. O aluno planifica, executa e reflete, num ciclo de aprendizagem completo, que favorece a monitorização e a avaliação.

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A model of e-portfolio-based learning, adapted from Kolb (1984) in JISC, 2008, Effective Practice with e-Portfolios.

 

Enquanto instrumento de avaliação, devem ser criadas rubricas (com base em critérios de avaliação que devem ser do conhecimento dos alunos), para que estes se possam autoavaliar e os docentes acompanhar as aprendizagens.

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e-Portefólios | Parte II - O blogue como plataforma de suporte

Guia para a implementação de e-portefólios

Julho 01, 2020

Consulte ainda a Introdução a este Guia para implementação de e-Portefólios e a Parte I - Características e funcionalidades

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Photo by Timothy Dykes on Unsplash

 

A escolha de uma plataforma tecnológica para publicar os portefólios dos estudantes deve ter em conta alguns critérios como:

  • A facilidade de utilização e de acesso,
  • A possibilidade de integrar documentos e recursos em múltiplos formatos e oriundos de variados canais,
  • A disponibilização de funcionalidades que permitam a cada estudante a personalização do seu portefólio e que favoreçam experiências de aprendizagem autênticas, nomeadamente a facilidade de partilha e interação com outros utilizadores.

...

Nesta apresentação, reflete-se sobre as potencialidades do blogue enquanto e-Portefólio académico e sobre os seus propósitos.

O blogue como portefólio

 

Existem inúmeras plataformas que servem estes desígnios, nomeadamente a Wordpress que tem como características principais a flexibilidade, a autenticidade e a versatilidade. 

De realçar que os e-portefólios permitem uma aprendizagem autêntica no domínio da cidadania digital e da segurança on-line. De facto, preparar os estudantes para a vida ativa já não é suficiente, eles devem ser envolvidos em projetos reais e perceberem que podem ser agentes de mudança. 

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e-Portefólios | Parte I - Características e funcionalidades

Guia para implementação de e-Portefólios

Junho 24, 2020

Leia aqui a introdução a este Guia para implementação de e-Portefólios.

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Photo by Timothy Dykes on Unsplash

 

Um e-Portefólio académico é uma coleção criada pelo aluno que retrata o seu percurso de aprendizagem - sucessos, mas também dificuldades e a forma como as superou. O enfoque é no processo e não no produto em si, pelo que fomenta a reflexão e favorece aprendizagens significativas.

Num e-Portefólio podemos incluir trabalhos, artigos, textos de opinião, infográficos, mapas conceptuais, gráficos, tabelas, posters, fotografias, imagens, vídeos pessoais ou de sítios como o YouTube ou o TedED, áudio (podcasts, entrevistas, reflexões pessoais, música)...

O e-Portefólio pode ainda retratar outros aspetos da vida de um estudante, nomeadamente as suas atividades extracurriculares.

Dado o seu caráter abrangente, reflexivo e em permanente construção, o e-Portefólio tem inúmeras vantagens:

  • gera e documenta as aprendizagens;
  • leva o aluno a autoavaliar-se a partir dos critérios de avaliação definidos pelo(s) docente(s), refletindo sobre o seu trabalho, o que estimula a metacognição;
  • fomenta a capacidade de aprender a aprender, o que contribui de forma significativa para que o aluno melhore o seu desempenho, com autonomia;
  • coloca o aluno no centro da aprendizagem e propicia o estabelecimento de ligações entre as diferentes aprendizagens/ áreas do saber;
  • desenvolve o pensamento crítico, a capacidade de resolver problemas e de comunicar;
  • favorece o feedback e facilita a avaliação (formativa e até sumativa), pelo que dispensa instrumentos de avaliação mais tradicionais;
  • Cria uma pegada digital do aluno que, no futuro, poderá ser uma mais valia para o estudante entrar no mercado de trabalho, para além de favorecer a aprendizagem ao longo da vida.

 

O e-Portefólio tem três grandes funcionalidades:

  1. Repositório de tarefas realizadas pelos estudantes. Os estudantes armazenam e coleccionam os seus trabalhos, em multiformatos.

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2.  Espaço de trabalho. Os alunos planificam, estabelecem metas, organizam experiências de aprendizagem, colaboram com outros alunos e com os professores, que podem fornecer feedback imediato.

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3.  Montra/ expositor do processo de aprendizagem do estudante. O e-Portefólio retrata as competências desenvolvidas pelos estudantes. Esta "montra" é avaliada pelo professor.

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Nota final: Os estudantes podem limitar o acesso ao seu e-Portefólio, pelo que as questões de privacidade podem ser acauteladas. 

 

Fonte das três últimas imagens: EUfolio (2015). ePortfolio Implementation Guide for Policymakers and Practitioners

 

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Guia para implementação de e-Portefólios

Para o retrato fiel de um processo de aprendizagem centrado no aluno

Junho 23, 2020

O paradigma em que vivemos atualmente, caracterizado pela necessidade de adaptar espaços, tempos e modos de "fazer educação", implica mudar. Desde a planificação da atividade letiva, passando pelas práticas em contexto educativo e tendo sempre como pano de fundo a avaliação formativa, é imperioso fazer diferente para obter melhores resultados.

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Photo by Halacious on Unsplash

 

Sabemos que preparar os alunos para uma vida ativa implica levá-los a:

  • saberem ser e estar
  • resolverem problemas
  • serem críticos e criativos
  • criar e partilhar aprendizagens
  • trabalharem em equipa
  • comunicar

 

Inúmeras são as metodologias apontadas como facilitadoras do desenvolvimento destas competências do aluno do século XXI. Veja-se, a título de exemplo, a proposta para implementação do ensino hibrído que implica a reorganização da sala de aula e da forma como o professor a gere, devendo ser criados momentos de interação e colaboração entre os alunos, que se assumem como criadores da sua própria aprendizagem, com recurso à tecnologia.

Estas metodologias implicam também, da parte dos estudantes, novas formas de realizar e apresentar os trabalhos/ projetos pedidos pelos professores, bem como a capacidade de refletir sobre as aprendizagens realizadas, face à matriz de avaliação definida.

O e-Portefólio responde claramente a este desafio, pois permite aos alunos inovar na forma como organizam as suas aprendizagens, as apresentam e se autoavaliam. De facto, o portefólio é por excelência autoreflexivo, permite um retrato fiel do processo evolutivo de aprendizagem de cada aluno e facilita aos professores a monitorização dessas aprendizagens, bem como o feedback em tempo útil.

O Biblio Tubers, ao longo de três posts, vai apresentar um guia para a implementação de e-Portefólios, que está organizado em três partes.

 

Bibliografia

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A informação e o conhecimento na sociedade do séc. XXI

Os direitos de autor e a segurança da informação no mundo digital

Junho 06, 2020

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Photo by Andres Umana on Unsplash

 

O mundo mudou.

Hoje, o mundo virtual e o mundo físico sobrepõem-se e tornam-se indistintos. A informação é avassaladora e as multiliteracias são essenciais para se chegar à solidez do conhecimento.

 

os direitos de autor e a segurança da informação no mundo digital

 

Nunca como hoje foi tão importante saber procurar, selecionar, usar e comunicar a informação. Neste processo os direitos de autor, a referência bibliográfica, a citação ganham papel de destaque, até para se entender como o ensino, a aprendizagem, o saber e a ciência se desenvolvem e para que se perceba a diferença entre informação e conhecimento.

A apresentação começa com um breve enquadramento sobre a evolução dos direitos de autor ao longo do tempo, para se situar no século XXI, caracterizado pela emergência das multiliteracias, decorrentes do facto de assistirmos à passagem da biblioteca física para a Web.

Os conteúdos ganham predominância enquanto matéria prima, o autor caminha em paralelo com o produtor de conteúdos e o livro assume múltiplos formatos. Neste contexto, torna-se imprescincível selecionar e avaliar a informação, pelo que se apresentam estratégias para evitar o plágio e exemplos de ferramentas que facilitam a citação.

A apresentação termina com a explicação dos direitos de autor.

Nota: Esta apresentação, criada por Jorge Borges, serviu de suporte a uma sessão de trabalho com professores bibliotecários, pelo que a informação nela contida poderá estar incompleta. Este documento resume a opinião do autor.

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Cultura digital ou cultura analógica? Em que mundo se situa?

Manuel Castells - Escola e internet: o mundo da aprendizagem dos jovens

Maio 29, 2020

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A rubrica "Conversas (im)prováveis" recupera hoje uma entrevista feita a Manuel Castells, em 2015, onde o filósofo espanhol reflete sobre o mundo da aprendizagem dos jovens.

Legendado em português.

 

O mundo da aprendizagem (um tema já tratado nesta rubrica) está dividido em duas vertentes que acabam por ser completamente distintas:

  • A escola, que serve para obter um diploma,
  • A internet onde os jovens, em grupos informais, aprendem realmente.

 

O filósofo leva-nos a refletir sobre a necessidade de introduzir alterações de fundo na educação, pois as escolas continuam a ensinar exatamente como na Idade Média, isto é, o ensino está centrado no professor que se comporta como um lente.

A cultura analógica, que caracteriza a escola, e a cultura digital, que é a dos alunos, correspondem a dois mundos completamente diferentes, o que causa uma dissonância cognitiva nos estudantes "que pensam a internet", ao contrário dos seus professores, que apenas a usam.

Apesar da dificuldade que os jovens revelam na memorização, a sua capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo favorece a recuperação da informação e a produção de ideias novas, isto é, aumenta a capacidade criativa que é o que mais interessa no mundo de hoje.

Vídeo de Fronteiras do Pensamento | Produção Telos Cultural | Produção Audiovisual Okna Produções | Documentário Um mundo complexo | Direção e Edição Marcio Reolon | Direção de Produção Gina O’Donnell | Tradução Marina Waquil e Francesco Settineri

 

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De que se fala quando se fala de Ensino Híbrido?

Origem e características de cada modelo

Maio 27, 2020

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Imagem: https://www.thinglink.com/scene/1123799019135434755

 

Na continuidade do post Ideias para um modelo híbrido de ensino, o Biblio Tubers apresenta agora  os vários modelos que dão corpo ao Ensino Híbrido.

O ensino híbrido (desenvolvido por Clayton Christensen e Michael B. Horn*) serve-se da tecnologia para potenciar a aprendizagem em ambiente online e presencial - blended learning. Desta forma, promove-se a diferenciação do ensino e da aprendizagem - tempo, lugar, modo e ritmo - pelo que os alunos aprendem mais e melhor.

Este tipo de ensino implica a reorganização da sala de aula e a forma como o professor a gere, pois devem ser criados momentos de interação e colaboração entre os alunos, que se assumem como criadores da sua própria aprendizagem, com recurso à tecnologia.

De entre os modelos mais conhecidos de ensino híbrido, está a sala de aula invertida, criada pelos professores norte-americanos Jonathan Bergmann e Aron Sams.

Para além da sala de aula invertida, o ensino híbrido usa uma combinação de um ou mais dos modelos que se descrevem abaixo e que poderá conhecer com outro detalhe no sítio web blendedlearning.org. As imagens de cada modelo são também deste sítio web.

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Fonte: https://www.coursera.org/learn/ensino-hibrido

 

Flipped Classroom - Sala de Aula Invertida

O modelo de Sala de Aula Invertida inverte a relação tradicional entre o tempo de aula e os trabalhos de casa. Os estudantes aprendem em casa através de aulas online e os professores usam o tempo de aula para trabalho prático ou projetos.

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Station Rotation - Rotação por Estação

O modelo de Rotação por Estação permite que os estudantes circulem através das estações (trabalho de grupo, trabalho escrito, projeto, tutoria individual, pesquisa, turma completa...), num horário fixo. Pelo menos uma das estações é de aprendizagem online.

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Lab Rotation - Laboratório Rotacional

O modelo Laboratório Rotacional permite que os estudantes circulem nas estações em horário fixo. No entanto, neste caso, a aprendizagem online ocorre numa sala de informática. 

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Individual Rotation - Rotação Individual

O modelo de Rotação Individual permite que os alunos circulem nas estações, em horários individuais definidos pelo professor. Ao contrário dos outros modelos de rotação, os estudantes não têm de circular por todas as estações, mas apenas nas selecionadas pelo professor, tendo em conta o perfil de cada aluno.

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Flex

O modelo Flex permite que os estudantes se movam em horários fluídos entre as atividades de aprendizagem de acordo com as suas necessidades, em ambiente online. Os professores apoiam os estudantes de acordo com as suas necessidades. Este modelo promove a autonomia dos estudantes.

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À La Carte

No modelo À La Carte o curso decorre totalmente online com o apoio de um tutor, podendo manter-se o ensino presencial. Este modelo proporciona flexibilidade e é uma ótima opção quando as escolas não podem oferecer cursos de áreas específicas.

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Enriched Virtual - Virtual Enriquecido

O modelo Virtual Enriquecido é uma alternativa ao ensino a distância,  permitindo que os estudantes concluam a maioria dos cursos online, continuando a frequentar a escola para sessões presenciais com um professor. Ao contrário da Sala de Aula Invertida, os cursos no modelo Virtual Enriquecido geralmente não exigem a presença diária na escola; alguns cursos podem apenas exigir a presença do aluno duas vezes por semana, por exemplo.

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Mais do que usar a tecnologia como um fim em si, o ensino híbrido visa a integração real da tecnologia no ensino e na aprendizagem, isto é, os recursos digitais são os meios que garantem que cada estudante aprende ao seu próprio ritmo.

 

*CHRISTENSEN, Clayton M.; HORN, Michael B.; JOHNSON, Curtis W. (2008). Disrupting Class: How disruptive innovation will change the way the world learns. New York: McGraw-Hill.

      button_artigo-em-docx (2).pngbutton_artigo-em-pdf (3).png

 

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